A primeira revolta contra<br>a ditadura foi há 90 anos

O PCP evocou, num jantar promovido pelo Sector Intelectual do Porto, o 90.º aniversário da acção militar que ficou conhecida como «Revolução do 3 de Fevereiro», a primeira e mais poderosa revolta contra a ditadura emergente do 28 de Maio de 1926 que abriu as portas ao fascismo. Esta revolta, que teve a participação de civis, arrancaria em Lisboa dias depois, deixando no terreno quase duas centenas de mortos, incluindo de fuzilados pelas forças governamentais, e cerca de um milhar de feridos, levando ainda muitos mais à prisão e ao desterro.

Intervindo no jantar, José Viale Moutinho descreveu os antecedentes e o decorrer dos combates, as dificuldades que os revoltosos tiveram de enfrentar e o seu heroísmo, e ainda as tentativas de uma rendição honrosa, que poupasse os sargentos e os praças, recusada pelas forças da ditadura. Apesar da derrota e das punições a que foram sujeitos os revoltosos, muitos dos sobreviventes continuaram a resistência contra a ditadura, como os membros da Junta Revolucionária, general Sousa Dias, comandante Jaime Morais e Jaime Cortesão. Outros viriam a integrar-se nas fileiras da Espanha Republicana durante a Guerra Civil. Entre os civis que participaram nos combates ao lado dos militares revoltosos contavam-se muitos militantes comunistas.

Jorge Sarabando, por seu lado, referiu-se à situação mais geral do País nessa época, lembrando que o PCP, que estava reunido em Congresso aquando do golpe militar de 28 de Maio, foi a única força a denunciar a natureza fascista do golpe em curso. As ilusões dos que pensavam que o 28 de Maio tinha sido feito para «salvar a República» pouco tempo duraram, realçou.




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